Os prisioneiros Steven Avery e Brendan Dassey, cujas histórias são narradas em Making a Murderer, podem ter ganhado alguma esperança com os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Principais responsáveis por mantê-los na cadeia no estado de Wisconsin, o governador republicano Scott Walker e o procurador-geral Brad Schimel não conseguiram se reeleger, perdendo para os democratas Tony Evers e Josh Kaul, respectivamente.

O advogado de Avery e Dassey tentou liberá-los inúmeras vezes argumentando que suas condenações pelo assassinato de Teresa Halbach em 2005 foram injustas, mas as tentativas sempre foram frustradas pelo procurador-geral.

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O juiz do Tribunal Distrital Federal de Wisconsin, William Duffin, chegou a ordenar a liberação imediata de Dassey há alguns anos, mas foi convencido a voltar atrás na decisão após um apelo de Brad Schimel.

Tudo indica que o novo procurador-geral não pretende barrar a liberação dos prisioneiros caso uma liberação imediata seja novamente ordenada.

Especula-se, aliás, que a vitória dos democratas no estado de Wisconsin possa estar relacionada à repercussão da segunda temporada de Making a Murderer. Desde o começo da campanha, Evers e Kaul se demonstraram contrários à maneira como o ex-governador e o ex-procurador-geral lidavam com o caso.

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A nova temporada é novamente comandada pelas criadoras do seriado, Laura Ricciardi e Moira Demos. As famílias dos condenados e os advogados que batalham pela liberdade da dupla devem participar ativamente da Parte 2. Ao todo, o novo ano conta com 10 episódios.

Na 1ª temporada do documental Making a Murderer, a série apresentou e explicou o caso de assassinato envolvendo os dois condenados e as evidências de que Avery e Dassey são, na verdade, inocentes condenados de maneira errada pela justiça norte-americana.

A Parte 2 de Making a Murderer já está disponível na Netflix.